quinta-feira, 10 de março de 2016

A propósito do Dia da Mulher


In http://sr.photos3.fotosearch.com/bthumb/FCY/FCY322/42-19750019.jpg [consultado em 10.março.2016]

Ser mulher

Ser mulher
é ter um dom,
é conseguir dar ao mundo
um novo ser,
é ter um coração aberto
a todos os tipos de amor,
é conseguir dar continuidade
à humanidade,
é ser alguém
que merece respeito,
que merece amor
e uma pessoa para amar.
Ser uma mulher
é ser um ser humano,
é ter um dom,
é ser inexplicável,
é ser simplesmente…
Mulher.

Íris Ribeiro, 7.º D

domingo, 27 de setembro de 2015

Recordações de férias...




In http://1.bp.blogspot.com/-sYn9o8lVp6E/T4wKruZzLoI/AAAAAAAADVk/7DIIBr5Efw0/s1600/l (consultado em 27 de setembro de 2015).

As férias
Já estou de novo em aulas, já tive as minhas férias, mas ainda dá para relatar o que fiz com elas.
Nas primeiras semanas, tive de trabalhar, tirei da secretária as coisas do sexto ano, para um novo ano a poder ocupar.
Também ocupei as férias a jardinar, mas, essencialmente, brinquei com os meus animais.
Não esquecer que era verão e com ele vêm as limpezas que dão um trabalhão!
Li livros que nas trevas se passaram, outros cheios de enigmas e aventuras, outros apenas simples, mas ao mesmo tempo complexos, com um enredo complicado que, no final, se tornava claro como água.
Não há muito mais a acrescentar sobre como aproveitei as férias, apenas posso dizer que foram muito preenchidas.

Íris Ribeiro, 7.ºD

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Bem-vindos ao ano letivo 2015/16 !



Bem-vindos ao novo ano letivo!

Para começarmos 2015/16 da melhor forma, partilho convosco uma música dos UHF: "Somos nós quem vai ganhar".

https://www.youtube.com/watch?v=s2PcRgPmj2k&feature=youtu.be

Qual será o motivo desta escolha?

Na minha opinião, a professora escolheu esta música para nos entusiasmar com o início do ano do letivo, pois, tal como está na letra da música, nós somos o futuro e a magia que pode surpreender. O nosso ano letivo é comparado a um jogo de futebol onde podemos marcar golos, sinónimo de sucesso.
Íris Ribeiro, 7.ºD

O motivo da professora pode ser querer dar um incentivo para o novo ano letivo a todos os alunos, para alcançarmos os nossos objetivos.
Beatriz Camarão, 7.ºD

Acho que o motivo da professora para escolher a música foi o seguinte: nós somos uma equipa, tal como no futebol, e temos o objetivo de vencer, ou seja, tirar boas notas, e se trabalharmos em conjunto somos melhores.
Inês Roque,7.ºC


Na minha opinião, a professora escolheu a música "Somos nós quem vai ganhar”, dos UHF, para transmitir aos alunos que conseguem atingir todos os seus objetivos, que a escola não é "nenhum monstro" e que vamos conseguir vencer. Tudo na vida pode ser vencido por nós, tal como diz na música: "somos nós quem vai ganhar".
Beatriz Augusto 7.ºC, N.º 6

Acho que a professora escolheu essa música para os alunos novos se sentirem bem-vindos e porque temos de estudar agora para termos um futuro melhor.
Liu, 7.º D


Na minha opinião, a música está a tentar chamar a atenção dos alunos para o novo ano letivo e a incentivá-los a ter sucesso na escola. A referência a Portugal poderá transmitir a ideia de que nos devemos empenhar para obtermos sucesso profissional no nosso próprio país.
André Simões, 8º B, N.º 2

O motivo pelo qual a professora escolheu esta música, "Somos nós quem hoje vai ganhar", é, na minha opinião, servir para incentivar os alunos a estudar com garra e força, para acreditarmos que somos capazes de tudo. E isto é para o nosso futuro!
Maria Bizarro, 7.º C

Acho que a professora escolheu esta música como um incentivo para a turma estar unida e fazer um trabalho de grupo que permita conseguir os melhores resultados. O desempenho individual influenciará sempre nos resultados da turma. É como se pudéssemos começar já o nosso futuro!
Margarida Carreira, 7.ºC

Na minha opinião, a música "Somos nós quem vai ganhar" mostra que, se nós estudarmos e batalharmos para ter boas notas, alcançaremos o nosso objetivo, passar de ano.
Leonor Duarte 7.°C, n.°24

Na minha opinião, a música “Somos nós quem vamos ganhar” foi escolhida porque nos transmite que temos de lutar, ir em frente, pensarmos por nós, para conseguirmos a vitória; trabalhar para obter resultados positivos e atingir os objetivos!
João Lopo n.º19, 8.º B


Acho que a professora escolheu esta música porque tudo o que quisermos conseguiremos alcançar. Só basta acreditar!
Flávia Constâncio 7.ºC

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Crónicas com sorrisos que mudam o dia e palavras que fazem sorrir


O senhor da rádio

Desço a rua, acelerada, a caminho do trabalho, com pressa de chegar cedo, mas deparo-me com inúmeras caixas rolantes à minha frente. Tanta gente à espera de sair deste entulho de carros numa estrada onde quase nem nós cabemos. Quando é que finalmente fazem estradas de jeito? Começo a andar, o trânsito está a diminuir, até que...o semáforo fica vermelho. Fico irritada, frustada. Ligo o rádio. Acalmo-me, relaxo um pouco.
De repente oiço um homenzinho a dizer: "-Olhe para o carro ao lado e se a pessoa estiver a ouvir a mesma rádio, irá sorrir para você!" E eu penso- Que raio de mundo é este onde as pessoas sorriem umas para as outras sem mais nem menos? É de loucos!
Respiro, olho para o lado e vejo um homem a sorrir para mim. Ora esta! Volto-me para a frente, o semáforo fica verde, acelero. Só vejo pessoas a sorrir. Continuo a andar como se não fosse comigo. Sinto-me perseguida, mas mesmo assim eles continuam a sorrir como se tivessem uma razão para tal. Chego ao meu destino, o trabalho. Estaciono e saio do carro. Finalmente, sento-me. Volto ao habitual; olho a meu redor. Silêncio. Volto a ligar a rádio, e desta vez o homenzinho diz: "Até que uma inspiração muda tudo". E eu finalmente percebi e sorri.

Inês Viola, 9.º C


Um sorriso para um bom dia

Uma manhã como qualquer outra, em que ninguém sorri, poucas são as pessoas que dizem bom-dia umas às outras, cara trancada e olhos de quem ainda dormia mais um pouco. A pressa de se despacharem para chegar ao destino, o trânsito interminável, as buzinadelas de quem quer avançar.
A falta de imaginação do quotidiano, falta de humor e paciência… e assim são as manhãs de grande parte das pessoas. Mas umas meras palavras, um mero pedido de alguém que nem sequer conhecemos, coisas atiradas ao ar que nos inspiram e que por momentos até nos parecem não ter sentido,completamente patéticas podem mudar tudo. Mesmo parecendo-nos algo ridículo, aceitamos o pedido de um mero locutor de rádio, pelo simples facto de experimentar novas sensações . E lá olhamos nós para o condutor do carro do lado e esboçamos um sorriso, mesmo com aquele pequeno medo de parecermos patéticos, pois pode nem sequer estar a ouvir o mesmo que nós , mas não hesitamos, não sei bem porquê... Concretizamos o que nos é pedido e parece que ficamos aliviados, mais leves e, no fundo, apercebemo-nos que um simples sorriso é retribuído, mesmo por alguém que não conhecemos, e é esse simples sorriso desse simples alguém que não conhecemos que nos alegra o dia logo pela manhã.
Sorrir é como respirar, comer, andar, faz bem à saúde , faz bem a mente. No fundo, revitaliza-nos a nossa alma, de pessoas tristes, medonhas, cansadas e preocupadas, fartas das mesmas rotinas de sempre.
Um sorriso de manhã é como o pequeno-almoço, faz bem e é essencial para um bom dia.
Rafaela Simões, 9.ºC

Tudo começa com a inspiração

Estava parada no trânsito, a olhar em redor e a ver a infelicidade de todas as pessoas que iam dentro de todos os automóveis que por ali passavam, quando de repente a música para e passo a ouvir o locutor da rádio. Descubro que onze estações de rádio se uniram para fazer um convite a todas as pessoas. Convidaram-nos a sorrir para o motorista que estava ou nosso lado. Eu olho para o carro do lado a pensar que ninguém iria aceitar o convite, com muita infelicidade minha, mas, quando reparo, o motorista do lado está a sorrir para mim. Olho em redor e vejo todas as pessoas com um sorriso na cara, muitas delas já com a cabeça fora do vidro a conversarem com o”vizinho” do lado.
Fico feliz pelo que se passou hoje, é bonito de se ver as pessoas a começarem o dia com um sorriso na cara, se não formos felizes, quem vai ser por nós? É engraçado como estas estações de rádio conseguiram pôr muita gente a sorrir, basta inspiração e vontade de vencer.
Chego a casa com uma grande felicidade.
Madalena Lourenço, 9.º C


Às vezes quando menos esperamos, podemos ser surpreendidos por algo que nos ilumine o dia, a semana ou até mesmo o mês, temos é de prolongar esse momento para o resto das nossas vidas.
O nosso quotidiano por vezes é monótono, aborrecido, triste, mas, no entanto, existem pessoas que querem mudar isso e conseguem. Quando onze rádios se unem para proporcionar este pequeno mas carinhoso gesto, percebemos que é importante sorrirmos e que haja alguém para nos ver sorrir.
Acho que a falta de cumplicidade entre as pessoas acaba por afetar muito o nosso dia a dia e o nosso bem estar, por isso devemos aproveitar estes pequenos momentos.
Maria Fiúza, 9.º B



Novos sorrisos


Estava no carro com a minha mãe. O ambiente era pesado, nenhuma das duas falava. De vez em quando olhava pela janela e via as pessoas, sérias, nos seus carros.Compreendia o seu aborrecimento por terem de acordar tão cedo para ir pôr os filhos à escola e irem para os seus respetivos empregos.
Resolvi ligar o rádio, assim sempre aliviava a tensão que estava dentro do carro. Quando liguei, comecei a ouvir uma campanha que encorajava os ouvintes a sorrir para a pessoa que estava no carro ao lado. Se essa pessoa também estivesse a ouvir ia sorrir de volta.
Imediatamente eu e a minha mãe começámos a sorrir e a senhora do carro ao lado sorriu-nos de volta. Quando voltei a olhar pela janela vi imensa gente a sorrir para as várias pessoas que ali se encontravam. Sorri também.
Dentro do carro já não estava aquela tensão, nem o aborrecimento de ter acordado cedo para ir para a escola ou, no caso de outras pessoas, para ir trabalhar. Não, agora estava um ambiente calmo e acolhedor.
Senti-me bem.
Mariana Vieira
9.º ano, turma C, n.º 19


Já meio sonolento, a caminho do trabalho, tentando acordar ao som da rádio, o semáforo obriga-me a fazer uma pausa. Vejo o resto dos condutores com o mesmo ar que eu, até que finalmente ouço um motivo para despertar alegremente, a rádio convida todos os que estivessem a ouvir a sorrirem para o condutor do lado e este a sorrir de volta.
A partir desse momento foi possível sentir-se o elo de ligação entre todas as pessoas que ali se encontravam.
Tinha já algumas saudades de ver assim as pessoas, unidas de certa forma.Atualmente só se vê pessoas lado a lado a conversarem por mensagens, até há namoros assim, é triste ver como se substitui o som da conversa pelo do receber uma mensagem.
Assim que o semáforo dá passagem já todos seguem de uma forma totalmente diferente da que estavam quando entraram no carro.
Chego ao trabalho uma pessoa diferente, desta vez já não estou casmurro, mas sorridente e no meio de comunicações à velha guarda.
Ian Teixeira, 9.º B

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Começar de novo- 2014/15


Bem-vindos a este novo ano letivo!

Para começarmos com esperança e energia, partilho convosco uma música de uma banda mítica, os Xutos e Pontapés.




O que motivou a escolha desta música para marcar o início do ano letivo?

"Eu penso que a professora escolheu esta música para o início das aulas, pois ela fala de ter um novo começo e de estarmos preparados para tal. É uma música que tem muita energia, o que é necessário sempre que começamos uma nova etapa na nossa vida. Também nos relembra que devemos sempre ter alegria e fé." Inês Ribeiro, 9.ºC

«Foi escolhida a música "Contentores" da banda Xutos & Pontapés, para comparar o final das férias e o começo de "outro mundo", outro ano letivo, com "a carga pronta e metida nos contentores"; ou seja, acaba a brincadeira e recomeça um novo ciclo a sério e a valer.» Inês Viola, 9.º C


"Esta música dos Xutos e Pontapés foi escolhida porque fala em ter um novo começo, com fé e esperança. Tem tudo a ver com o início das aulas e acho que foi bem escolhida porque temos que ter fé e esforço para ter boas notas e conseguirmos os nossos objetivos." Gabriel Cardoso, 9.ºA

sábado, 10 de maio de 2014

Memórias de um fidalgo vicentino (registo de muito interessantes produções da autoria de não menos interessantes alunos)

Memórias do fidalgo D. Anrique

A mata do Buçaco, uma de muitas nos meus tempos de caçadas enquanto ainda era vivo. Muitas aves eu caçava, mas isso agora é apenas uma recordação.
Nesses dias, em que sendo um grande e majestoso fidalgo de solar, acordava e esperava pelo pajenzito menor e impuro que me vestia e que, tal como meu pai me ensinara, obrigava a venerar-me constantemente.
Em todos esses dias, após o pequeno-almoço cortejava a minha mulher, mas só pelo dever e para que quando morresse rezasse por mim de modo a ir para o paraíso, algo inútil constato agora. O meu grande amor era só um. A bela e única, que só para a ver prometia mais meio toucinho ao criadito tolo, que tão reles era que caía no mesmo truque vezes e vezes, mas tal como minha mulher, assim que desapareci, seu falso amor desapareceu também, mas tendo em conta que cada nobre, nessa altura e ainda nos dias de hoje, tem duas e três amantes, não me posso espantar. E minha mulher que me fora destinada, favorecendo um de muitos negócios feitos assim, era claro que esperava minha morte, a fim de poder viver dos inúmeros privilégios que detinha.
Agora só me restam os dias de caça na mata do Buçaco. Havia uma árvore, a árvore da sorte, lhe chamava. Aí encontrava sempre uma grande perdiz como que me esperando. E assim, com um enorme triunfo, regressava ao solar após a passagem pelas ruas empestadas daquela gente similar aos meus achados da caça em que o seu único propósito é o de sobreviver numa vida de imundice e tolice.
Oh, belos tempos! Dias inteiros a comer suculentos javalis, a beber o vinho do Douro e a ouvir os trovadores, outros tolos.
Era a rotina de uma vida que agora já vai longe e que tendo acabado feliz, se segue de uma vida de sofrimento, tal como a das ratazanas tolas e imundas das ruas do mercado de Coimbra.
André Pereira, 9.º C


As minhas memórias

Lembro-me de estar sentado na minha cadeira de espaldas. Alguém sussurrou ao meu ouvido ”Meu senhor, vinde, que é importante”. Importante?! Mas fui. Estava um grupo de camponeses a gritar à porta do meu solar. “Queremos falar com o fidalgo!” Estavam todos em magote para me dizerem que este ano não iria haver produção suficiente. Eu fiquei para morrer! Como seria possível? Então, resolvi que deveria ir comprar alimentos ao condado vizinho, para resolver o problema. Situação resolvida.
No dia seguinte…
O vento assobiava e as árvores abanavam. Eram castanheiros, com a castanha pronta a apanhar, pois estávamos em novembro. Parece que foi ontem, mas foi há mais de vinte e seis anos, três meses, dois dias, oito horas, quinze minutos e doze segundos.
Até agora, eu pareço ser muito bonzinho, mas enganam-se! Eu sou horrível! Por causa de mim morreram mais de trezentas pessoas porque eu disse serem conspiradoras contra a coroa. Os impostos eram altíssimos e eu ainda os aumentei mais. Todos os meus bens estavam bordados a ouro. A minha peruca também, por isso não a podia usar.E assim andava com os piolhinhos todos à mostra. Os meus criados tinham de andar sempre vergados, para não me olharem nos olhos e para não irem contra os candeeiros a velas.
Assim ficaram a conhecer-me melhor, mas não me apresentei. Denomino-me D. Anrique, mas é Excelentíssimo Senhor Fidalgo D.Anrique para vocês.

Fabricado por:
Inês Alves N.º14
Jorge Valentim N.º18
9.ºB

Já não existem muitas memórias e as que tenho não saberei se são as melhores ou as piores.
As mais recentes lembranças são de estar a passear pela casa com alguns criados a fazerem-me companhia, também de me sentar numa cadeira de espaldas e tragar um remédio para as dores. A minha mulher, de cabelo ruivo e pele pálida, a perguntar-me se não seria preciso chamar um médico, eu a agitar a cabeça de um lado para o outro, a pensar que só precisava de ver uma amiga, dama engraçada, e uma das mais esbeltas que já vi. Ao vê-la lembrei-me das memórias de quando supostamente, para a minha mulher, ia em passeios, mas parava em casa dessa amiga, que era como a minha segunda casa.
Recordo-me também de que, quando falavam para mim, inclinavam-se sempre primeiro e nunca olhavam para os meus olhos, pois sou um fidalgo, um dos mais ricos fidalgos; agora quando penso ser da nobreza julgo ser algo maçador, porque não podemos ir sozinhos a lado nenhum, apesar de por vezes necessitarmos de estar sós, mas por outro lado até é bastante agradável, pois posso comprar tudo o que quero. Além disso, a nobreza é a classe social com maior valor não só em dinheiro, mas também em estatuto. É difícil lidar com quem nos rodeia, principalmente se forem criados desajeitados, característica muito comum, também é difícil lidar com as mulheres, porque todas me querem e eu quero tudo. Eu sou O fidalgo D.Anrique e tenho tudo o que quero. Eu quero, posso e mando.

Ana Martins 9.ºB N.º2
Maria Carreira 9.ºB N.º20